Serra da Ibiapaba pode receber Centro Tecnológico de Cultivo Protegido do Ceará
O projeto de implantação do Centro Tecnológico de Desenvolvimento do Cultivo Protegido no Ceará voltou a ser tratado como prioridade pelo Governo do Estado. A iniciativa, que inicialmente estava prevista para Barbalha, na região do Cariri, agora passa por reavaliação e pode ter como novo destino a Serra da Ibiapaba.
A possibilidade foi sinalizada pelo secretário do Desenvolvimento Econômico do Ceará, Fábio Feijó, que destacou a forte vocação da região para esse tipo de produção. Atualmente, a Ibiapaba já conta com mais de 600 hectares dedicados ao cultivo protegido, sistema utilizado principalmente na produção de flores, verduras e legumes, como tomates e pimentões coloridos.
O cultivo protegido utiliza estruturas como estufas e ambientes controlados para melhorar a produtividade, reduzir perdas e garantir maior qualidade aos produtos. Pela experiência já consolidada na região, a Serra da Ibiapaba aparece como uma das áreas mais estratégicas para receber o centro tecnológico.

A reavaliação do projeto ganhou força após uma missão técnica realizada na Holanda, onde Fábio Feijó esteve acompanhado do secretário executivo do Agronegócio da SDE, Sílvio Carlos Ribeiro, e de outros representantes do Estado. Durante a visita, a comitiva conheceu tecnologias avançadas de gestão da água e cultivo protegido na Wageningen University, uma das principais referências mundiais na área.
Especialistas holandeses também apontaram uma vantagem competitiva importante do Ceará: a luminosidade solar durante praticamente todo o ano. Esse fator pode reduzir custos de produção em comparação com países como a própria Holanda, onde a menor incidência de luz natural exige maior investimento em iluminação artificial.
Outro encaminhamento importante foi a aceitação da proposta de parceria entre o Instituto de Educação da Água (IWE) e o Governo do Ceará, por meio do programa Cientista Chefe de Agricultura. A ideia é desenvolver soluções para otimizar a produção no semiárido, especialmente com uso mais eficiente da água.
Segundo Fábio Feijó, o reexame do projeto deve ganhar mais velocidade nas próximas etapas. A intenção é garantir que o centro tenha plena viabilidade econômica, técnica e financeira.
Caso seja confirmada, a implantação do equipamento na Serra da Ibiapaba poderá representar um salto para o agronegócio regional, fortalecendo produtores, ampliando a inovação no campo e consolidando a região como referência estadual em cultivo protegido.
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