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Exportações do Ceará para a Europa crescem 72% e acordo Mercosul-UE abre novas oportunidades

As exportações cearenses para países da União Europeia cresceram 72% no último ano, consolidando o bloco como um dos principais mercados para produtos do Estado. O cenário foi apresentado pela gerente do Centro Internacional de Negócios (CIN) e presidente do Conselho de Relações Internacionais da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC), Karina Frota, durante a Jornada de Conteúdo e Conexões do PAPE – Portas Abertas para a Europa, realizada nesta sexta-feira (21), no Sebrae Ceará.

Durante a palestra “Panorama estratégico – Acordo Mercosul vs União Europeia”, Karina destacou as oportunidades de negócios entre o Ceará e o mercado europeu e avaliou os possíveis impactos do acordo Mercosul-União Europeia para a indústria e o comércio exterior cearenses.

Segundo a executiva, quase 20% das exportações do Ceará têm como destino países da União Europeia. Entre os principais mercados estão Itália, Países Baixos, França, Polônia e Alemanha.

“A União Europeia já se consolidou como nosso principal bloco de destino das exportações. E hoje, nessa análise mais geral de tudo o que o Estado do Ceará envia para o mercado internacional, quase 20% está em países na própria comunidade europeia”, afirmou.

Itália se destaca nas compras de produtos cearenses

A Itália ocupa posição de destaque entre os compradores europeus, especialmente pela aquisição de rochas ornamentais exóticas de alto valor agregado produzidas no Ceará. A fruticultura e a siderurgia também aparecem entre os setores com participação relevante nas exportações destinadas ao bloco.

Além do comércio exterior, a relação com a Europa também envolve investimentos no Ceará. Karina citou como exemplos a parceria com o Porto de Rotterdam, nos Países Baixos, a atuação da ArcelorMittal e a presença da Fraport, responsável pela administração do Aeroporto de Fortaleza.

Acordo Mercosul-UE pode ampliar mercado para empresas cearenses

Na avaliação da FIEC, o acordo entre Mercosul e União Europeia, assinado em maio deste ano, pode criar novas oportunidades para empresas brasileiras e cearenses, especialmente com a eliminação gradual de tarifas para produtos como frutas tropicais, calçados, ceras vegetais e rochas ornamentais.

A medida também pode favorecer a integração de cadeias produtivas, ampliar parcerias comerciais e estimular a atração de investimentos.

Para aproveitar esse cenário, porém, as empresas precisarão se adequar aos padrões exigidos pelo mercado europeu. Entre os desafios estão requisitos sanitários, ambientais, trabalhistas e de sustentabilidade.

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