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Empresários do Ceará miram mercado dos EUA em evento sobre negócios e internacionalização

Empresários cearenses interessados em ampliar negócios no mercado norte-americano participaram, na última quinta-feira (20), em Fortaleza, do BACCF 2026 Road Show. O evento foi promovido pela Brazilian-American Chamber of Commerce of Florida (BACCF) e pelo Centro Internacional de Negócios (CIN), da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC), com foco nas oportunidades comerciais entre o Ceará e os Estados Unidos.

O encontro reuniu especialistas para discutir as relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos, alternativas de financiamento para empresas interessadas em exportar ou instalar unidades no exterior, além de planejamento jurídico e tributário.

De acordo com Karina Frota, gerente do CIN e presidente do Conselho de Relações Internacionais da FIEC, os Estados Unidos permanecem como o principal parceiro comercial do Ceará mesmo após a adoção de novas tarifas sobre produtos brasileiros. Segundo ela, a Flórida se destaca como uma porta de entrada para produtos nacionais, especialmente pela presença de brasileiros no estado.

Um dos segmentos apontados durante o evento foi o chamado “mercado da saudade”, formado por brasileiros que vivem nos Estados Unidos e buscam produtos típicos de seus estados e regiões de origem.

“Então, isso tudo faz com que nosso mercado tenha uma projeção maior, e esse é o objetivo do evento de hoje, apresentar essas oportunidades para a indústria do Ceará que pretende colocar a internacionalização dentro da sua estratégia empresarial”, afirmou Karina.

Flórida concentra oportunidades

O sócio-diretor do Center Group e membro do Conselho da BACCF, Carlos Mariaca, destacou o tamanho da economia da Flórida e a necessidade de preparação dos empresários brasileiros antes de ingressarem no mercado norte-americano.

Segundo ele, o PIB da Flórida é de quase US$ 1,8 trilhão, o que transforma o estado em um mercado altamente competitivo e disputado por empresas de diferentes países. Mariaca também afirmou que, apesar das novas taxações impostas pelo governo norte-americano aos produtos brasileiros, 2025 foi o melhor ano da relação comercial entre os dois países. Para ele, os mercados já passaram por um processo de adaptação à nova realidade tributária.

“Essa nova tarifa de 25% é uma barreira, mas o mercado já se ajustou no ano passado e as oportunidades continuam a existir por lá”, afirmou.

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