Eclipse lunar desta sexta-feira (28) será visível de todo o Nordeste; veja como observar
Na madrugada desta sexta-feira (28), a Lua cheia atravessa a sombra da Terra e ganha um tom de cobre por quase três horas. O fenômeno começa às 02h33 em horário universal, o UTC, referência internacional que corresponde ao horário do meridiano de Greenwich, na Inglaterra, o equivalente a 23h33 de quinta (27) em Brasília. Atinge o máximo às 01h12 de sexta (28) e termina às 02h52, já em Brasília. Será visível do início ao fim em todo o Nordeste, com a Lua alta no céu.
Este é um eclipse quase total. No instante de maior sombreamento, 96% do disco lunar estará dentro da umbra, a parte mais escura da sombra terrestre. Falta pouco para a Lua inteira mergulhar no escuro, o suficiente para que este seja classificado como o eclipse lunar mais intenso a acontecer até o fim de 2028.
A curiosidade fica por conta desse quase. Como uma fatia fina do disco permanece fora da umbra, banhada por luz solar direta, o contraste produz um efeito quase tridimensional. De um lado, a maior parte da Lua se cobre de vermelho-acobreado. Do outro, uma borda estreita continua branca e brilhante. Considero esse tipo de eclipse mais fotogênico que muitos totais, justamente pelo contraste entre as duas cores sobre o mesmo disco.
O eclipse desta sexta-feira ocorre dezesseis dias depois do eclipse solar total de 12 de agosto, que cruzou a Europa e o Atlântico Norte sem passar pelo Nordeste. Essa proximidade decorre da própria mecânica orbital dos eclipses, e costuma se repetir a cada temporada.
Eclipses só acontecem quando o Sol, a Terra e a Lua se alinham perto de um dos dois pontos em que a órbita lunar cruza o plano da órbita terrestre, os chamados nós. Duas vezes por ano, durante cerca de um mês, o Sol passa perto de um desses nós, e esse intervalo é conhecido como temporada de eclipses. Se a Lua estiver nova dentro dessa janela, ocorre eclipse solar. Se estiver cheia, ocorre eclipse lunar.
Como a distância entre uma Lua nova e a Lua cheia seguinte é de cerca de quinze dias, é comum que uma mesma temporada produza os dois tipos de eclipse separados por esse intervalo. Foi o que aconteceu agora, e é o padrão mais frequente do calendário astronômico, embora em algumas temporadas apenas um dos dois eclipses se concretize.
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