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Grendene entra na eleição do Ceará: doações vão para os dois lados em disputa

A revelação feita pelo Valor Econômico sobre as doações dos irmãos Alexandre e Pedro Grendene ganha peso quando colocada diante da dimensão dos negócios da família no Ceará. Juntos, os dois já destinaram R$ 5,9 milhões a campanhas eleitorais em 2026, incluindo recursos para os dois candidatos que disputam o Governo do Estado: Ciro Gomes e Elmano de Freitas.

A maior doação cearense desta rodada foi feita por Pedro Grendene: R$ 1 milhão para Elmano, candidato à reeleição pelo PT. O valor corresponde, segundo os dados mais recentes do TSE citados pelo Valor, a 15,88% de tudo o que a campanha de Elmano havia arrecadado até então, R$ 6,29 milhões.

A operação chama atenção porque Pedro havia feito, apenas dois dias antes de o registro da nova transferência aparecer no TSE, uma doação de R$ 500 mil para Ciro Gomes. Alexandre também havia colocado R$ 500 mil na campanha do tucano. Assim, os dois irmãos contribuíram com R$ 1 milhão para Ciro, enquanto Pedro destinou outros R$ 1 milhão a Elmano.

Não foi, portanto, uma aposta única. O dinheiro dos Grendene está distribuído entre candidaturas de diferentes partidos e campos políticos.

O Ceará no centro do mapa
A particularidade cearense está no tamanho da presença da Grendene no Estado. A empresa foi fundada em 1971, em Farroupilha (RS), mas transferiu boa parte de sua produção para o Ceará ao longo das décadas seguintes. Hoje, 10 das 11 fábricas de calçados da companhia estão no Estado: seis em Sobral, duas em Fortaleza e duas no Crato. Apenas uma unidade industrial permanece em Farroupilha.

Sobral concentra o maior pedaço da operação. O complexo reúne seis fábricas de calçados, uma fábrica de PVC e um centro de distribuição.

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