Cláusula de barreira: veja quais partidos correm mais risco em 2026
Onze partidos chegam à eleição para a Câmara em situação mais complicada na disputa para manter acesso ao Fundo Partidário e ao tempo gratuito de rádio e televisão. Outros cinco partidos ou federações aparecem em zona de atenção, por terem pouca margem ou problema de distribuição territorial. Há ainda uma federação em situação-limite. A classificação aqui apontada não é previsão eleitoral: indica apenas o ponto de partida de cada sigla com base na regra que valerá em 2026, no desempenho de 2022 e nas mudanças partidárias homologadas desde então.
A chamada cláusula de barreira (ou de desempenho), com exigências mais duras este ano, pode ser superada por dois caminhos. O primeiro é pela votação: o partido ou federação precisa alcançar 2,5% dos votos válidos nacionais para deputado federal, distribuídos em pelo menos nove Estados, com mínimo de 1,5% em cada um deles. O segundo é pela bancada: eleger ao menos 13 deputados federais em nove Estados.
Quem está em situação mais difícil
No grupo de maior risco estão Agir, Avante, DC, Democrata (antigo PMB), Mobiliza, Novo, PCB, PCO, PRTB, PSTU e UP. São partidos que, se repetirem em 2026 o desempenho de 2022, não atingirão a cláusula nem pela votação nacional nem pela eleição de deputados.
A maioria não elegeu deputado federal na última eleição. Avante e Novo conseguiram cadeiras, mas ficaram distantes da nova régua. O Avante elegeu sete deputados em três Estados. Para passar pela via parlamentar em 2026, teria de chegar a 13 deputados e ampliar sua presença para nove unidades federativas. O Novo elegeu três deputados em três Estados e também precisará de crescimento expressivo.
Fonte: Congresso em Foco

Publicar comentário