Safra do caju derruba preço em até 48% no Ceará
A safra do caju no Ceará já movimenta feiras, mercados e pontos de comercialização do Estado, com aumento da oferta e queda no preço da fruta. O quilo, que chegou a ser vendido por R$ 7,70, passou para R$ 4, uma redução de aproximadamente 48%. Segundo análise de mercado apresentada na Ceasa, os valores chegaram a recuar ainda mais, para a faixa de R$ 3 a R$ 3,50.
O período de maior colheita começa a partir de agosto, depois da floração dos cajueiros, que costuma ocorrer em julho. A produção cearense é influenciada diretamente pelas condições climáticas, especialmente pela regularidade das chuvas.
O caju tem forte presença na economia rural do Ceará e também movimenta uma cadeia que vai muito além da venda da fruta in natura. Do fruto são produzidos sucos, polpas, doces, bebidas e diversos outros alimentos.
A oferta também chega rapidamente aos consumidores. Parte da produção do Estado é comercializada na Ceasa de Maracanaú, onde a procura aumenta durante a safra.
Nos dois últimos meses, foram ofertadas aproximadamente 150 toneladas de caju provenientes da Região Metropolitana de Fortaleza e do Litoral Leste.
Preço do caju pode cair ainda mais durante a safra
O aumento da oferta é um dos principais fatores que ajudam a explicar a redução do preço encontrado pelos consumidores.
Odálio Girão, analista de mercado da Ceasa, explica que o movimento de queda está relacionado à maior quantidade de caju disponível nos mercados.
“Isso aí acontece porque a oferta de caju, no momento, nos mercados tem sido maior, uma boa oferta. Esse crescimento chegou até a mais de 20%”, afirma Odálio.
Segundo o analista, a tendência é de que os preços possam cair ainda mais conforme a produção avance.
A partir de meados de outubro, a expectativa é de uma produção maior, o que pode pressionar novamente os valores praticados no mercado.
“A partir do meio de outubro a safra começa a ter uma produção bem maior e o preço pode despencar até 50%, 60%, dependendo do volume que ingressar no mercado da produção do Ceará”, explica Odálio.
Publicar comentário